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Raça ovina Soinga: evidências científicas de adaptação ao semiárido brasileiro

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Resumo

A produção ovina no semiárido brasileiro exige genótipos capazes de manter desempenho produtivo e equilíbrio fisiológico sob condições ambientais caracterizadas por elevadas temperaturas, intensa radiação solar e irregularidade hídrica. Nesse contexto, a raça ovina Soinga, recentemente reconhecida oficialmente no Brasil como a raça de número 32 pela Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (ARCO), destaca-se como um recurso genético desenvolvido e selecionado em condições típicas do semiárido. O presente estudo tem como objetivo realizar uma revisão de literatura sobre as evidências científicas de adaptação da raça Soinga ao semiárido brasileiro, abordando aspectos relacionados à sua origem e formação, reconhecimento oficial, caracterização fenotípica e morfológica, bases fisiológicas da adaptação ao estresse térmico, índices bioclimatológicos e desempenho produtivo. A revisão foi conduzida a partir da análise integrada de artigos científicos, dissertações e teses desenvolvidos por instituições públicas de ensino e pesquisa, complementada por informações institucionais da ARCO referentes à padronização e ao registro genealógico da raça. Os estudos analisados indicam que a Soinga apresenta elevada rusticidade, eficiência nos mecanismos de termorregulação, estabilidade fisiológica sob estresse térmico e desempenho produtivo compatível com sistemas de produção extensivos e semi-intensivos do semiárido. Destaca-se que o conjunto de pesquisas científicas desenvolvidas ao longo do processo de formação da raça forneceu subsídios técnicos fundamentais para a consolidação do padrão racial e para o reconhecimento institucional da Soinga. Conclui-se que a raça Soinga reúne atributos que a qualificam como uma alternativa estratégica para a ovinocultura sustentável no semiárido brasileiro, embora ainda sejam necessários avanços em pesquisas voltadas à reprodução, genética e avaliação produtiva de longo prazo.

Biografia do Autor

Bonifácio Benicio de Souza, Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Centro de Saúde e Tecnologia Rural (CSTR), Patos, Paraíba, Brasil.

Professor Titular da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), com atuação nas áreas de Zootecnia, Bioclimatologia Animal e adaptação de animais de produção ao semiárido brasileiro. Líder do grupo de pesquisa “Estudo da adaptação de animais de produção nas regiões tropicais”, certificado pelo CNPq.

Talícia Maria Alves Benício, Universidade Estadual do Tocantins (UNITINS), Brasil.

Professora da Universidade Estadual do Tocantins (UNITINS), com atuação nas áreas de produção animal, adaptação fisiológica e sistemas de produção no semiárido brasileiro.

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Publicado

2025-12-17 — Atualizado em 2025-12-17

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Artigos Científicos

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