Respostas termorregulatórias de ovinos mestiços Santa Inês x Dorper com pelames branco e preto sob estresse térmico

Autores

  • Nayanne Lopes Batista Dantas
  • Bonifácio Benicio de Souza
  • João Vinícius Barbosa Roberto
  • José Valmir Feitosa
  • Ariádne de Barros Carvalho
  • Antônio Nélson Lima da Costa

Resumo

Objetivou-se avaliar as respostas termorregulatórias e a tolerância ao calor de 30 ovinos mestiços ½ Santa Inês x ½ Dorper, sendo 15 de pelame branco e 15 de pelame preto, submetidos a estresse térmico. O experimento foi realizado nos meses de setembro e outubro de 2012, em delineamento inteiramente casualizado, com dois tratamentos definidos pela coloração do pelame e 15 repetições. A temperatura retal, a frequência respiratória e a temperatura superficial foram mensuradas antes e após a exposição dos animais à radiação solar direta durante uma hora, entre 14h e 15h. Também foram determinados o Índice de Temperatura de Globo Negro e Umidade, o Índice de Tolerância ao Calor e o Coeficiente de Tolerância ao Calor. Os valores do Índice de Temperatura de Globo Negro e Umidade foram de 89,08 ao sol e 82,81 à sombra, caracterizando condições ambientais de elevado estresse térmico. A coloração do pelame não influenciou a temperatura retal nem o Índice de Tolerância ao Calor. Entretanto, após a exposição à radiação solar, os ovinos de pelame preto apresentaram maior frequência respiratória (P < 0,05). Verificou-se também efeito do ambiente e da coloração do pelame sobre a temperatura superficial e o Coeficiente de Tolerância ao Calor, com respostas menos favoráveis nos animais de pelame preto quando expostos ao sol. Conclui-se que, embora os dois grupos tenham mantido a temperatura corporal, os ovinos de pelame preto mobilizaram mais intensamente os mecanismos termorregulatórios e apresentaram menor tolerância ao calor.

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Publicado

2026-10-12