Parâmetros fisiológicos e temperaturas superficiais de ovinos de diferentes genótipos sob estresse térmico em câmara climática

Autores

  • Maycon Rodrigues da Silva
  • José Antônio da Silva Pires
  • Ricardo de Sousa Silva
  • Raimundo Calixto Martins Rodrigues
  • Nágela Maria Henrique Mascarenhas
  • Fabiana Terezinha Leal de Morais
  • Luanna Figueiredo Batista
  • Juliana Paula Oliveira
  • Bonifácio Benicio de Souza
  • Dermeval Araújo Furtado

Resumo

Avaliou-se o efeito do ambiente térmico sobre os parâmetros fisiológicos e temperaturas superficiais de ovinos Soinga, Morada Nova, Santa Inês e sem padrão racial definido (SPRD) em câmara climática. Foram utilizados 24 ovinos machos não castrados, em baias contendo 8 animais em cada (2 de cada grupo genético), submetidos a 3 níveis de temperatura ambiente (TA = 28 ºC, 32 ºC e 36°C) por um período de 15 dias, 10 horas por dia, considerando os dados ambientais, parâmetros fisiológicos (TR, FR e HR) e temperaturas superficiais (TS) das regiões cervical (CE), torácica (TO), glútea (GL), globo ocular (GO) e membrana timpânica (TP) do turno da tarde dos 3 primeiros dias em cada ciclo de temperatura. As variações no TA afetaram os parâmetros fisiológicos. As médias de TS do globo ocular (GO) e timpânico (TP) apresentaram maior sensibilidade às variações do ambiente, sendo maiores (P<0,05) que as demais regiões corporais. Os 4 grupos foram igualmente tolerantes ao calor, conseguindo manter a homeotermia, mesmo em ambientes considerados de estresse severo. A correlação entre as TS das regiões GO e TP e a temperatura do núcleo central de ovinos precisa ser mais estudada, reafirmando a importância da termografia infravermelha (TRI) para diagnosticar situações de desconforto térmico em ovinos nativos, de forma prática e não invasiva.

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Publicado

2026-06-27