Índices de conforto térmico e respostas fisiológicas de ovinos nativos em ambiente controlado

Autores

  • José Antônio Pires da Costa Silva
  • Maycon Rodrigues da Silva
  • Bonifácio Benício de Souza
  • Dermeval Araújo Furtado
  • Nágela Maria Henrique Mascarenhas
  • Talícia Maria Alves Benício
  • Ariadne de Barros Carvalho
  • Danilo Leite Fernandes
  • Rosangela Maria Nunes da Silva

Resumo

Objetivou-se avaliar e comparar a adaptabilidade dos grupos genéticos Soinga, Morada Nova, Santa Inês e Sem Raça Definida (SRD), submetidos a três temperaturas controladas em câmara climática. Foram utilizados 24 ovinos machos, não castrados, sendo seis de cada grupo genético, com idade média de cinco meses e peso médio de 25 kg. O delineamento experimental adotado foi inteiramente casualizado, em esquema fatorial 3 × 4, composto por três temperaturas (24, 28 e 32 ºC) e quatro grupos genéticos (Santa Inês, Morada Nova, Soinga e SRD), com seis repetições, repetido no tempo. Os animais foram submetidos a cada condição térmica por 15 dias consecutivos, sendo 12 dias destinados à adaptação e três dias para coleta de dados. Entre os tratamentos, foi estabelecido um período de cinco dias ao ar livre, visando eliminar efeitos residuais. As variáveis ambientais avaliadas foram o Índice de Temperatura de Globo Negro (ITGN), o Índice de Temperatura de Globo Negro e Umidade (ITGU), a umidade relativa do ar (UR) e a temperatura ambiente (TA). Para a avaliação das respostas fisiológicas, foram mensuradas a temperatura retal (TR), a temperatura superficial (TS) e a frequência respiratória (FR). Os valores de ITGU nas temperaturas de 24 ºC e 28 ºC indicaram condições de conforto térmico (72,81) e estresse leve (75,62), respectivamente, enquanto na temperatura de 32 ºC observou-se condição de elevado estresse térmico (84,05). A umidade relativa no tratamento de 32 ºC (85,53%) apresentou-se acima da zona de conforto térmico. As maiores médias de temperatura superficial foram registradas no tratamento de 32 ºC. Em relação aos parâmetros fisiológicos, verificou-se efeito significativo da temperatura sobre a TR, enquanto FR e TS não apresentaram diferenças significativas. De modo geral, os grupos genéticos avaliados, apesar de apresentarem discreta elevação nos parâmetros fisiológicos, mantiveram-se dentro dos valores de referência para a espécie, indicando adequada adaptação fisiológica às condições impostas.

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Publicado

2026-04-02