Estresse térmico na produção bovina: análise integrada de indicadores fisiológicos e ambientais
Resumo
A interferência climática exerce papel determinante sobre a produção bovina, configurando-se como um dos principais pilares que sustentam a produtividade e a eficiência dos sistemas pecuários. Diante das recentes e progressivas mudanças climáticas globais, torna-se cada vez mais urgente a realização de estudos aprofundados que avaliem os impactos do estresse térmico sobre o desempenho produtivo, fisiológico e reprodutivo dos bovinos, uma vez que essa atividade representa parcela significativa do Produto Interno Bruto de diversos países. O estresse térmico compromete a homeostase animal e desencadeia uma série de respostas adaptativas, que incluem alterações comportamentais, fisiológicas e neuroendócrinas, com reflexos diretos na ingestão de alimentos e água, no metabolismo energético, na produção de leite e carne e no bem-estar animal. Nesse contexto, este artigo, desenvolvido na forma de revisão bibliográfica, aborda de maneira integrada as principais respostas dos bovinos às condições climáticas adversas, com ênfase nas respostas comportamentais, fisiológicas e neuroendócrinas, destacando a influência do estresse térmico sobre a produção de cortisol e dos hormônios da tireoide. A compreensão desses mecanismos é fundamental para subsidiar estratégias de manejo, ambiência e mitigação dos efeitos do calor, contribuindo para a sustentabilidade e a manutenção da produtividade da bovinocultura frente aos cenários climáticos atuais e futuros.