Respostas adaptativas de caprinos nativos e ovinos deslanados do semiárido brasileiro diante das mudanças climáticas

Autores

  • Nágela Maria Henrique Mascarenhas
  • Bonifácio Benício de Souza
  • Maycon Rodrigues da Silva
  • Luanna Figueirêdo Batista
  • Fabíola Franklin de Medeiros
  • Luiz Henrique de Souza Rodrigues
  • Ribamar Veríssimo Macêdo
  • Talícia Maria Alves Benício
  • José Antônio Pires da Costa Silva
  • Patrício Borges Maracajá

Resumo

Objetivou-se com este trabalho avaliar e comparar os efeitos das épocas do ano (menos quente e quente) e da raça sobre os parâmetros fisiológicos de caprinos (Moxotó) e ovinos deslanados (Santa Inês), bem como verificar e comparar a adaptabilidade ao clima semiárido, por meio do teste de Benezra entre estas raças. Para a condução do trabalho foram utilizados 24 animais, (ovinos e caprinos), sendo 12 ovinos Santa Inês e 12 caprinos Moxotó, 6 machos e 6 fêmeas em ambas espécies (machos não castrados), com peso vivo médio inicial de 26kg. Realizado durante duas épocas do ano de 2016 distintas: menos quente (julho e agosto) e quente (setembro e outubro). Os animais foram mantidos em sistema extensivo. Os parâmetros fisiológicos avaliados foram temperatura retal (TR), frequência respiratória (FR), onde, a TR foi mensurada através de um termômetro veterinário digital, e a FR foi obtida mediante a auscultação indireta das bulhas, com o auxílio de um estetoscópio flexível colocado ao nível da região torácica. Para o cálculo do coeficiente de tolerância ao calor (CTC), foi utilizado o teste de Benezra, modificado, segundo Muller (1989), com a seguinte fórmula: CTC = (TR/39,1 + FR/19). Os parâmetros fisiológicos foram aferidos no turno da tarde em três horários diferentes, durante as duas épocas, caracterizando três condições de estresse distintas. As médias das temperaturas retais e das frequências respiratórias diferiram (p<0,05) entre as três condições de estresse. Os valores médios do CTC, demostram que os animais não se encontram adaptadas às condições ambientais que lhes são oferecidas, sendo a condição logo após o estresse a que apresentou a maior média diferindo (p<0,05) das demais, seguida de uma hora depois do estresse e antes do estresse. Não houve interação significativa (p>0,05) entre os fatores raças e época do ano. Os parâmetros TR e FR foram influenciados pelo fator raça, assim como o CTC sofreu influência da raça. O CTC apresentou valores altos para ambos os fatores. Diferiu (p<0,05) para o fator raça, os caprinos da raça Moxotó apresentaram um CTC mais elevado do que os ovinos da raça Santa Inês. Os valores de CTC na diferiram (p>0,05) para o fator época do ano. Com os resultados obtidos é possível observar que os animais apesar de serem considerados adaptados as condições climáticas da região semiárida, estão sofrendo com estresse térmico.

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Publicado

2026-02-01